trabalho de campo no campo

11 nov

Acabo de chegar de viagem. Fui fazer minha pesquisa de campo. Dirigi 250 km para chegar lá, sendo 50 deles “na estrada de chão”. Uma estrada que está sendo pavimentada, tem partes asfaltados e partes de chão e muitos desvios. Parecia um rally light. Atolamos na ida em um deles e os “homens na pista” nos desatolaram.

Pense num lugar isolado, que apesar de estar a 250 km da capital e a 150 de uma cidade pólo regional, parece muito mais distante. Sem asfalto qualquer lugar é longe. Escolhemos muito bem esta cidade. Algo de muito incomum aconteceu lá: em plena ditadura as pessoas se organizaram. Fizeram trabalhos coletivos e questões que só no século XX entram na agenda já eram/são discutidas desde a década de 80s lá: gênero, geração, associativismo e cooperativismo. Então foi ótimo: confirmei as informações que já tinha coletado “by the book”(vários estudos já foram feitos lá) e cheguei a novas e surpreendentes constatações. Agora é sistematizar, estudar e escrever.

O lugar é tão calmo, tão silencioso, tão tranquilo que me atacou uma alergia assim que saí do carro. Seria alergia a ar-puro? Tirando as muriçocas, os besouros, os peitos empedrados e uma saudade grande dos meus filhotes, o saldo foi muito positivo: com as informações que consegui terei bala na agulha para escrever as páginas que faltam e fazer uma boa defesa. Estou cansada, mas muito-muito animada!

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