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foi hoje!

2 jun

Para todas que me ligaram, coloco um “não se preocupem” num outdoor: o primeiro dia de Arthur foi ótimo.
Tomei algumas decisões sobre a logística de quando eu voltar a trabalhar e estou mais tranquila.
Deixa eu contar: Arthur é o mascote, mas tem mais duas bebês fazendo adaptação. Hoje arrumei o bercinho dele e ficou lindo.
O dia foi assim: colo das berçaristas, chão, banho, peito, carrinho, saímos para a pediatra (não liberou nada além de leite e água), voltamos, peito, colo, carrinho, saí (para buscar Pedro, almoçar e levar Alice na escola) e soninho… voltei: peito, parque, saí (para ir no banco), soninho, banho, colo… voltei: peito, carro (saí da creche acompanhada pelo segurança, com a camisa desabotoada e deixando o maravilhoso sutiã de amamentação BEJE junto com as beiradas dos absorventes de leite de fora, gelei quando percebi!) e casa. No aconchego do lar: cocô no cueiro (assim que tirei a fralda! P*##@!!!!), gargalhadas, massagem, balde, peitico, brincar com Alice às gargalhadas (estragando todo o ritual!), sling, soninho e berço!
Li um post, lembrei da minha própria desgraça, me acabei de rir e relaxei!
Conversei com duas grandes amigas e retomei a perspectiva real da vida e estou mais calma…
E assim terminou o primeiro dia de alforria de Arthur! Agora está tudo bem!

é amanhã

31 mai

Confesso que estou ansiosa, porque amanhã é o primeiro dia de Arthur no bercário. Estou muito segura da nossa decisão, mas não estou me sentindo preparada para me separar dele. Não me sinto preparada para esta nova vida. E me pego pensando em quantas vidas cabem numa vida, eu já vivi várias e tenho muitas a viver ainda: as passagens são sutis, podemos nos preparar. Mas esta mudança é abrupta: acontecerá em sete dias. Daqui a uma semana estarei de volta ao trabalho, mas vivendo uma nova vida: a vida de mãe de dois filhos que trabalha e faz mestrado. Darei conta de tudo?
O engraçado é que com Alice não foi assim: não lembro de estar tão nervosa na véspera. Acho que ele está sentindo esta minha agonia e ontem dormiu 18h, uma hora mais cedo que o normal, mas acordou 11h, 01h, 03h e 05h. Mamava e demorava mais que o de costume para adormecer de novo. Hoje passou o dia todo de colo em colo, não queria saber de berço, carrinho ou bebê-conforto.
No início do mês preparei as caixas dele, comprei os itens que faltavam e arrumei tudinho, mas esqueci completamente dos protetores para as laterais do berço da creche. Tenho dois, mas só tenho um enchimento, então o jeito era comprar um terceiro. PAUSA – no bercário cada bebê tem seu bercinho que pode ser todo personalizado com as coisas que já está acostumado, estou levando uma cegonha que leva um carneirinho no bico (presente de Bárbara) que ficou na porta do hospital durante minha internação e que hoje fica no berço dele e um macaquinho que combina com o móbile que ele tem em casa – PLAY. Então, fui no brechó onde comprei os outros dois kits (não me arrependi de jeito nenhum – os dois saíram mais em conta do que um novo) e encontrei um quadriculado de marrom e branco igual a algumas peças que encomendei para o enxoval dele: a saída da maternidade e um jogo de mini-lençol com fronha. Comprei!
Quando cheguei, quase 18h, ele estava dormindo. Fiquei triste pensando que ele ia direto, como ontem… Quando ele acordou fiquei tão feliz: poderia dar seu banho de balde, fazer uma massagem, amamentar e colocá-lo para dormir como fazemos todos os dias até hoje. Ele dormiu e fui arrumar sua malinha, aí me dei conta destes meus sentimentos. Fiz tudo como se fosse a última vez!
Sei que não será! Mas quando eu voltar a trabalhar será que conseguirei cumprir nosso ritual? Se ele chegar dormindo, terei coragem de acordá-lo? Ele acordará mais tarde? São tantas questões, tantas perguntas. Cada dia que passa saberei mais sobre esta nova vida.
Minha angústia é a possibilidade de ficar tanto tempo longe dele: o horário limite para buscá-lo é 18h30 e não sei se estarei de volta a tempo. É provável que outras pessoas peguem ele e levem para casa. Daí o ritual da noite não seria realizado por mim e meu ciúme está apertando meu coração. Ele só me veria pela manhã. Isto não está certo! O jeito é sair mais cedo do trabalho… Como será que está o clima por lá? Qual o trabalho que estão preparando para mim? Será que conseguirei sair?
Já sei porque não fiquei assim com Alice: onde eu trabalhava todos saíam 18h em ponto, o horário era 19h, o tempo de deslocamento era menor (os engarrafamentos eram mais curtos). Enfim eu buscava Alice todos os dias, ela tinha a mamada de 21h que ele não tem, então mesmo que ela chegasse dormindo 21h teríamos nosso encontro e meia-noite mais um, e de novo às 03h… Arthur dorme de 19h às 05h… Sofro!

para Arthur – carta dos seus 4 meses

26 mai

Meu bebê,
Hoje você faz quarto meses e vou começar a me despedir da nossa rotina. Ainda temos 14 dias juntos, que sobraram das férias. Vamos ter uma outra vida: eu volto a trabalhar, no mesmo lugar, com as mesmas pessoas, na mesma função, mas não sei qual será meu novo trabalho; você vai para um bercário escolhido a dedo, um lugar novo, com novas pessoas, mas sua função será a mesma: se desenvolver e ser feliz. Destes, sete dias você ficará em casa se despedindo de mim e de Cris (nossa babá), e os outros sete fazendo adaptação minha e sua no Mini Mundo. Felizmente temos condições de pagar este bercário, graças a ajuda da sua bisavó, que é louca por você.
Ainda não sei como vai ser nossa nova rotina, quem te busca, quem te leva, se conseguirei ir lá todos os dias te dar peito na hora do almoço (quero te manter no peito exclusivo até seis meses – só com uma mamadeira de leite materno ou artificial, às 15h, se sua pediatra concordar). No entanto, estou muito segura de estar fazendo o melhor para você e para nossa família. Sei que você se adaptará bem e que será feliz lá… Ficarei lá com você até ter certeza que te tratarão bem e que você se acostumou com o ambiente.
Você vai ter coleguinhas fofos, quem sabe até sua primeira paixão (rsrsrs). A sala do soninho é linda – cheia de nuvens no teto, com uma iluminação especial – você vai adorar acordar e ficar olhando para o teto como você faz aqui em casa! Você vai tomar banho com água filtrada.
Terá um ambiente de psicomotricidade com brinquedos, livros, espelho e chão macio (vinil com espuma por baixo) para se exercitar e se desenvolver. Logo logo vai estar comendo papinhas cuidadosamente preparada de acordo com uma nutricionista, numa copa só para os bebês.
Talvez nada disso substitua nossas brincadeiras diárias, minha mão amadora te dando banho, o soninho no sling, a admiração que tem pelo quadro e pelo seu móbile, os mimos de sua irmã e os carinhos do seu pai. É assim que tentamos substituir a exclusividade nos cuidados por um início de convivência social.
Nestes quatro meses, pudemos nos conhecer. Pude constatar quanto eu tenho sorte em ter você. Você não sabe quanto sua mãe é sortuda! Não é sorte para ganhar sorteio ou pequenos brindes, mas sorte para o que realmente importa: tudo que cerca minha família. Sorte no trabalho, com ele posso sustentar nossas necessidades, sorte com os filhos que são saudáveis, seguros e felizes, sorte no amor, pois tenho um marido que é um excelente pai, sorte com a família que apesar das suas “trapices*” está ao meu lado em todas as horas, sorte com os amigos: poucos e bons!
É mesmo muita sorte ter você! Você veio para mim de maneira inesperada e me mostrou nestes quatro meses o meu melhor: ao seu lado sou segura, paciente, calma, leveza e contente – é assim que cuido de você. com muito prazer e alegria. Não consigo chegar perto de você e não sorrir! Muita sorte é você ser assim: tranquilo, sorridente, “falante”…
É muita sorte ter um bebê que dorme bem à noite e acorda sorrindo. É muita sorte um bebê que não tem refluxo, cólica ou gases. Sorte poder te amamentar só no peito. Sorte é chegar na pediatra receber parabéns pela sua saúde e desenvolvimento.
- Mas eu não mereço parabéns, é que tenho sorte. – penso sempre – Este serzinho chegou das estrelas para nos fazer felizes!
Cheiros no pezinho,
Sua mãe

* neologismo em referência à família trapo.
Imagem copiada do site: http://www.bbc.co.uk/radio4/science/cosmology/galleries/?select=04

slingando por aí

14 mai

Para falar a verdade, slingando pela casa. Novidades desta segunda viagem são o banho de balde e o sling. Andava frustrada por não conseguir uma maneira de Arthur ficar bem lá dentro. Então fiz o que minha querida amiga Ian me sugeriu: assisti um monte de videos na net, tentei, tentei e tentei, até que consegui! A nossa posição é a “barriga-com-barriga”, uma delícia… Fico ajeitando a casa, arrumando Alice para a escola, enquanto Arthur fica ali, todo espremididnho, quando menos espero ele dorme… Folgo tudo e coloco no o bebê berço.

Sobre o sling: existem vários tipo de carregadores de bebê e o slingando explica bem estas diferenças. Eu não fiz pesquisa antes de comprar, acabei comprando “pela capa”. Aconteceu que eu ia encomendar com uma artesã que faz o pouch sling sob medida, mas ela estava doente. Então fui comprar numa loja séria aqui em Salvador para não me arriscar a comprar algo errado. Tinham dois modelos: o pouch sling com velcro para ajustar e o ring sling. Comprei o ring, pois a estampa do pouch era feminina demais para carregar um bebê macho. Se eu tivesse mais tempo ia comprar pela internet.

O que aprendi: No pouch, a rede onde fica o bebê está pronta, basta encaixá-lo (imagino que seja mais fácil acertar). Se for feito sob medida, a artesã vai medir do ombro ao quadril e só a pessoa poderá usá-lo. Por isso o da loja tinha o velcro – imagino que a intenção é adpatar uma vez e pronto, achei super difícil de ajustar. Já no caso do ring é a mãe que regula o pano formando a rede: fazemos uma espécie de leque para passar o tecido na argola, deixamos as bordas do tecido nas extremidades da argola para poder colocar o bebê com a rede folgada e daí vamos puxando as pontas do tecido até ajustar e deixar o bebê confortável. Desta forma, qualquer pessoa pode usar o sling, pois a adaptação é “on line”.

Segurança: importante saber que a compra de um sling exige cuidados – o tecido e a argola devem ser bem escolhidos, e as costuras devem estar bem feitas para não colocar a vida do bebê em risco. Eu nem sabia, mas existe uma tal de baby bag, que é industrializada mas não é a forma ideal de carregar bebês (leia mais aqui). Ah, aprendi o bebê deve “ficar ao alcance de um beijo”, nunca na altura do quadril ou escondido dentro do carregador!

Demorei, mas consegui me ajeitar muito bem com o ring sling. Graças aos macetes do site, consegui passar o tecido pelas argolas da forma correta e regular a rede e colocar Arthur lá dentro. Ele já dormiu várias vezes no sling. Tudo o que leio sobre acalmar o bebê, sobre o fortalecimento do vínculo mãe e filho é mesmo verdade! É realmente uma sensação muito gostosa de ficarmos os dois grudadinhos. Imagino como ele deve adorar ficar ouvindo meu coração, acho que só tem vantagens.

Ainda não tive oportunidade de sair slingando por aí, mas chegará a hora.


Melhor site para aprender: http://www.slingando.com/
Para ler mais sobre segurança: http://slingseguro.wordpress.com/ e http://www.bsbslings.blogspot.com/
Para comprar: http://www.lojadobabysling.com/

gostoso!

2 mai

Eu sou daquelas que param no pé do berço, olham para o bebê dormindo e falam (a vontade é gritar!) bem baixinho: – Huuuum, gostoso!

Diga, diga, se existe algo mais mágico, mais lúdico, mais belo, mais louco, mais relaxante, mais anti-estresse do que um bebê dormindo!

Talvez um bebê rindo! Mas dizer “gostooooooooso” para um bebê sorrindo é usual, né?

noite feliz

8 abr

Vocês acreditam que meu bebezinho de dois meses dormiu a noite toda?
Adormeceu às 8 da noite e acordou às 5 da manhã! Como eu estava tão cansada não percebi, dormi 10 e só acordei quando ele chorou. Mas sonhei que ele estava de cabeça para baixo no berço… Devia ser um sinal.
Sei que foi um evento isolado e não tenho esperança que se repita nos próximos quatro meses. Esta foto é de ontem, quando ele estava neste sono profundo… Pedro disse que ele deve ter chorado e eu não ouvi. Será possível?

Atualizando: dormiu mais duas noites inteiras – ontem e anteontem!!!

babe

16 fev

ainda não falei do bebê, né? é que foram tantas coisas imprevistas que ainda estou numa de superprotegê-lo… ele é demais. tem uma energia ótima, é tão bonzinho… e lindo, lindíssimo! careteiro: faz carinhas lindas dormindo, mamando e fazendo cocô… amanhã ele faz 21 dias, 21 dias de muitas aventuras, emoções e experiências variadas. estou apaixonada!

segundo

14 fev

O segundo filho é diferente. Disso eu sempre soube. Desde a compra do enxoval até as exigências dos primeiros dias. A primeira gravidez parecia um estado alterado de consciência… Me esforço para que não hajam muitas diferenças perceptíveis, como a quantidade de fotos, registros, cuidados, proteção, etc.

Mas uma coisa que está totalmente diferente nestes primeiros dias de bebê é exigência de silêncio. Nos primeiros seis meses da primeira eu não admitia que a empregada cozinhasse e lavasse prato fazendo um ruído. Quando acontecia da panela bater na pia, a coitada me olhava com desespero e eu a fuzilava com um olhar.

Agora não dá! Afinal, além do bebê tenho uma filha de quatro anos que fala muito e alto. Fala tomando banho, fala comendo e fala brincando! O máximo que posso pedir é para que fale baixo, mas não posso pedir que se cale. Seria como pedir para ela trocar de corpo… Então ela fala… E aquele silêncio que circulou seus primeiros meses é impossível circular por aqui nestes dias…

últimos dias

14 jan

Tem mais de mês que não venho aqui… Bons motivos, garanto: início da reforma, ou melhor da reconstrução, últimos preparativos para o nascimento do bebê, férias escolares da mais velha, festas, dias puxados no trabalho, férias do meu braço direito – e esquerdo – em casa, além da chegada de gente de longe… Muita coisa mesmo!

É claro que quando o pedreiro me disse que entregaria a obra em três semanas, eu não acreditei. Hoje faz um mês que ele começou, no mínimo vai ter mais uma semana pela frente. Se contarmos o Natal e o Reveillon que estiveram impressados neste mês, o atraso deve ser de uma semana – o que considero normal.

Só que agora comecei a ficar ansiosa: faltam apenas três semanas para o bebê chegar e eu queria estar no novo ninho… Quando o pedreiro terminar vem o pintor e a mudança! Estaremos prontos?

da série: mãe pasma

18 set

mãe pasma número 1:

mãe explicando para a filha de 4 anos porque existe calcinha infantil (de desenhinho) para adulto:
- é porque deve ter uma monte de adulto querendo ser criança…
a filha então pergunta:
- e você, mamãe, também quer ser criança?
a mãe tomada por boas lembranças de um tempo sem cheques para cobrir, sem contas para pagar, sem decisões para serem tomadas, responde num tom nostálgico:
- eu queria filha, eu bem que queria!
e a filha taxativa, retruca:
- é, mamãe, mas a vida é assim!
(…)

mãe pasma número 2:
(…)
- a gente nasce bebê, fica criança, depois adolescente e adulto, então fica velho e morre!
a mãe não resiste e dispara um “se tudo der certo, né?”
- é, mamãe, se tudo der certo!
depois de uma breve pausa:
- mamãe, você sabia que tem bebê que morre?
- sei, filha!
- tem uma tribo que vive muito muito longe, que fica isolada, que os índios comem os bebês, vc sabia!
estupefata a mãe responde:
- não, filha, não sabia!
(…)

mãe pasma número 3:
(…)
- minha filha, índios que comem bebês? quem te disse isso?
- ninguém, mamãe, estudei isso! sei disso por causa das pesquisas…
- em que fonte? (tradução para criança de 4 anos: de que livro, da escola?)
- não foi de livro, não! foi na informática: fizemos uma pesquisa no GOOGLE!

Gente, como assim GOOGLE? Ela nem sabe ler e faz pesquisa no GOOGLE!

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