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mestranda em crise

24 set

Como vocês devem imaginar, meu sumiço se deve à dedicação que preciso ter para cumprir as minhas metas intermediárias para antes de dezembro conseguir defender finalmente a dissertação do mestrado. Está muito difícil, confesso! Quando planejei e estruturei os capítulos busquei fazer com que a realização fosse bem prática, então cada capítulo já tem um começo: a revisão bibliográfica, a parte descritiva da coisa, que será complementada com a pesquisa de campo. Mas falta muito no que diz respeito à teoria, à discussão teórica e às novas conclusões que preciso chegar.

Só que o mestrado também está em crise, então os prazos foram adiantados e eu (e todos na minha situação – muitos, diga-se) serei obrigada a me qualificar com o que quer que eu tenha pronto até 16/10 e a defender até novembro. Para tanto teria que entregar uma cópia do trabalho para os membros da banca da qualificação 20 dias antes (oi?). O fato é que só vou conseguir entregar algo minimamente digerível no dia 01/10. Então estou correndo para fazer o melhor que posso.

No final de semana passado, dei um gás e consegui entregar ao orientador um esboço do primeiro capítulo, na terça. Hoje fui lá entregar mais dois capítulos (apenas iniciados) e receber o feed back. Gente, ele me arrasou: – “Mas tá muito ruim isso aqui, heim?” Olha, eu sou super crítica e tenho total consciência das minhas limitações, sei que bom não está, mas fiquei mal, viu… Ouvir isso, assim, na lata, magoa, tá! :’(

Como a raiva também me move, vou me trancar aqui no meu cantinho e melhorar esta josta, arrumar o trabalho final e me preparar para uma verdadeira, meu orientador, com este método pedagógico de arrasar o aluno, só me desoriente (ai como eu queria que ele lesse isso!) orientação paralela, que acontecerá na quarta-feira: uma amiga, grande pesquisadora, genial, vai dar um norte pragmático para a discussão teórica…

Na sexta-feira, me dirigirei ao mestrado para entregar as vias e entrar com o pedido de qualificação. E até lá minha amigona, jornalista-educadora-politizada, vai fazer as revisões de português e de conceitos e me ajudar a reestruturar as partes num todo inteligível…

Desejem-me sorte e – como virou moda por aí – todo mundo soprando para esta crise materna ir embora…

PS: Ah, isso tudo com um bebê de oito meses que está cada dia mais ativo (que melhorou o sono da noite na última semana – ufa!) e uma menina de cinco anos curiosa e exigente… +casa, +chefe, + contas, +marido, +blog, +amigas reais e imaginárias para dar conta… vocês me perdoam, né! Logo-logo volto com alegrias: estou com uns dois posts engatilhados para editar e publicar… agora vou me jogar nos clássicos… beijoca e fui…

mãe de dois

25 fev

Lembrei do dia que cheguei do hospital com Arthur: a alta aconteceu tarde da noite, e quando cheguei Alice estava ansiosa esperando, afinal estava louca para conhecer o irmão, oito dias depois do nascimento. Tiramos fotos, coloquei os dois para dormir e fui tomar o banho dos justos. Já mais calma, pela porta do quarto, vi os dois dormindo na mesma posição: de barriga para cima e de braços para o alto. Com um nó na garganta e lágrimas nos olhos, cheguei a conclusão: – ai meu deus, tenho dois filhos…

maternidade

24 fev

Limpando meu e-mail achei este texto:

Na hora em que ele nasce, você dá adeus.
É uma despedida muito breve,
não há tempo para palavras.

As lágrimas explodem,
alguns gritos marcam a sua transformação.
Mais do que uma mulher, e só uma mulher,
você agora é mãe.

Três letras, encerrando os sentimentos mais sublimes.
Amor, doação, felicidade…

O robô fazedor de bebês

22 mai

Alice, no caminho para escola, me revelou que
“na cabeça das mulheres tem um robô que faz os bebês,
quando o bebê tá pronto ele escorrega pelo corpo
até a barriga pra crescer. Aí nasce. É assim, mamãe!”
Nem cegonhas, nem repolhos? “Ah tá, então tá!”
Aliás o que é uma cegonha? Um robô faz mais sentido…

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