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ser mãe também vicia

30 mai

No dia do aniversário da minha avó, ela nos presenteou com um exemplar da revista Veja sobre a mulher. Esta é uma publicação que há muito tempo não leio, por não concordar com a visão preconceituosa em relação a diversos temas e fiquei meio desconfiada também desta edição. Diante da insistência de minha avó, li para poder dizer que li, mas encontrei entre as várias colunas e matérias interessantes, uma coluna escrita por uma jormalista americana com o curioso título “meu bebê é como um vício”. Com as devidas proporções é como estou me sentindo e é exatamente como eu me sentia depois do nascimento de minha primeira filha.
Confesso que relaxei mais no segundo filho – eu reconheço que era meio histérica com minha primeira bebê. Lendo a coluna percebi que é exatamente como estou: viciada. É idêntico ao dela o meu sentimento de não ter outro assunto, a impossibilidade de ler e escrever sobre ideias que eu tinha há alguns meses, a certeza que os livros da minha estante não são meus, assim como os vestidos do meu armários, a incapacidade de combinar roupa, sapato e acessórios, enfim a felicidade de ter o bebê de volta no braços quando eu volto de alguma saída necessária.
É, estou viciada em Arthur! Por isso a minha angústia em voltar a trabalhar, mesmo estando profundamente segura com a decisão de recorrer a um bercário para cuidar dele. Contemporizo esta angústia justificando-a pelo medo do novo: estou num novo endereço e ainda não sei como ficará a logística de levar as crianças, o marido e ir trabalhar, se vai funcionar, se vai dar tempo para tudo. Mas a verdade é que estou viciada. Sei que passa (sei mesmo!), mas sofrerei.

Leia a coluna aqui

pijaminhas

23 abr

De um comentário que fiz no http://shilola.blogspot.com/ me deu vontade de postar sobre um assunto fútil que falo desde o nascimento de Arthur: os pijamas que a gente escolhe para os dias na maternidade. Desde Alice escolhi pijaminhas gostosos de malha… Acho o “ó” ficar andando de camisola de cetim pelos corredores do hospital.
Quando eu ficava na sala de espera da UTI para ver Arthur, me surpreendia com mães que vinham com estas camisolas de cetim com um robe por cima. Sim, dá para pensar em futilidade na sala de espera da UTI, e é melhor pensar para não pirar!!! Eu achava constrangedor ver aquelas mães mal cobertas e mal vestidas! E pensava: – Ainda bem que os três trajes que escolhi (dois pijamas e uma camisola, todos de malha, mas com cara de roupinha de ficar em casa) dá até para sair para comprar pão – estou pensando até em fazer pilates com as calças do meus pijamas… E dá mesmo!

Recebo as visitas já em casa com a calça dos pijamas e camisetinhas. Não dá para ficar à luz do dia com as camisas do meu pijama – de manga comprida! – errei pensando no ar-condicionado do hospital, mas hoje durmo com elas.
Comprei os meus trajes pensando se poderia abrir a porta de casa com eles: é que a gente precisa de roupas adequadas para amamentar durante os quatro/seis meses de licença e tende a ficar com estas roupas o tempo todo em casa. Não vejo sentido comprar três camisolas (caras!) só para usar três dias (não durmo de cetim nem a pau!).
Te pergunto: dá para acompanhar um encanador vestida de cetim e rendinhas? Com um pijaminha destes engraçadinhos até que dá! E se a camisola for de malha, parecendo um vestidinho com certeza dá!

maternidade

24 fev

Limpando meu e-mail achei este texto:

Na hora em que ele nasce, você dá adeus.
É uma despedida muito breve,
não há tempo para palavras.

As lágrimas explodem,
alguns gritos marcam a sua transformação.
Mais do que uma mulher, e só uma mulher,
você agora é mãe.

Três letras, encerrando os sentimentos mais sublimes.
Amor, doação, felicidade…

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