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sucupira

28 out

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Não sei se são brancas ou pretas. Para ser sincera pouco me importa agora que sei que as roxas são sucupiras.
A árvore da foto é uma sucupira-branca (Pterodon emarginatus), conforme informações do blog: http://jjleandro-jjleandro.blogspot.com/2007/09/flora-do-cerrado.html. (foto de Caseara)
Nessa época , destacam-se entre outras árvores, cobertas de flores coloridas em belos matizes entre o lilás e o roxo, que contrastam com o verde das folhas miúdas. 2733444309_5f372bc503
Percebo que neste ano existem muitas em todas as áreas que preservem um pedacinho de mata: parque da cidade, paralela, pituaçú, cab, cabula, sussuarana… É uma deliciosa distração encontrá-las e observá-las pelo caminho.
A descoberta da sua identidade foi hoje na volta do almoço quando mostrei a uma colega a belezura que enfeita uma das alças do viaduto do Cab: – Olha aí a árvore que te falo! É esta!
Depois das exclamações de admiração, outro colega solta naturalmente: – Ah, a sucupira!
Como assim é sucupira? Como você me apresenta a uma celebridade sem uma preparação?
Há mais de quatro anos pergunto, pesquiso e nunca ninguém me disse seu nome com tanta certeza!
Olá sucupira! Prazer em conhecer!

árvores roxas

7 out

Toda primavera é assim: aparecem umas árvores incomuns no meio do que resta de verde na cidade. Na primeira vez que reparei nelas, estranhei o fato de existirem árvores secas em plena primavera – tempo de folhas e flores abundantes. Olhando com mais cuidado, reparei que não estavam secas, mas carregadas de flores roxas, pouquíssimas folhas. A partir deste dia cada vez que avisto uma delas me encho de alegria. Na semana passada, confesso que foi uma árvore roxa localizada bem na saída do Cab, do outro lado da paralela, que salvou meu dia. Era terça-feira, eu tinha acabado de receber uma resposta que estragou meus planos para 2010 e estava muito triste, quando ela apareceu enorme na minha frente: não tive como não sorrir… Era a primeira da temporada, elas vão pipocar pela cidade! Ao invés de olhar para o carro da frente no engarrafamento, para a luz vermelha na sinaleira, vou olhar ao redor, ampliar o horizonte, buscando mais uma árvore roxa. Vou apurar minha capacidade de observar a vida, a natureza, os ciclos que se repetem. Confesso que admiro esta capacidade: de reparar nos pequenos milagres do cotidiano, na força do planeta. Sinto isto quando supero o cansaço e me alegro ao ver um chão coarado de flores amarelas abaixo de uma acácia, ou todo pindado de rosa embaixo de um jambeiro.

Ah, não sei de que espécie são – podem ser ipês ou quaresmeiras – a segunda possibilidade me assusta, já que costumavam aparecer apenas na quaresma…

Updated do post:
Descobri o que são: sucupiras!!! Veja novo post no vou e volto.

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